Uma das maiores dificuldades das pessoas é entender que Gothic Metal não é música gótica. Acham que qualquer coisa mais sombria é “gótica” ou mesmo “gothic”. Existem motivos comerciais que induzem a esse erro grosseiro de interpretação. Na maioria das vezes não é culpa da pessoa não saber, afinal, a mídia especializada nunca se deu ao trabalho de explicar direito a essas pessoas o que é o que, de fato.
A seguir, o texto mostrará a vocês quais são as diferenças fundamentais do que se tem por música gótica e o que, de fato, faz com que não tenha nada a ver com o metal.
ORIGENSÉ bem discrepante a origem de ambos os estilos, estando em lados totalmente opostos. De um lado temos o Gothic Rock, primeiro estilo gótico, que nasceu do Post-Punk. Esse estilo, historicamente, tem ligação com os vários experimentalismos com a música eletrônica e com um ideal de passividade, contrário ao próprio punk. Tem também marcas no Punk Rock de maneira bem direta, como se nota nos conjuntos de Deathrock também muita coisa do Glam Rock, que ajudou na sua concepção estético-visual.
O gothic metal, como o próprio nome sugere, tem base no metal, que por sua vez tem base no Hardrock. Sua concepção sonora tem como base o Doom Metal, estilo que, por mais lento e melancólico que seja, tem suas bases na guitarra. Sua sonoridade sempre será calcada no peso e na melancolia, com alguns climas voltados ao atmosférico.
SONORIDADEA sonoridade gótica (daqui por diante chamada simplesmente de darkwave) aborda uma série de subestilos, dentro eles o deathrock, gothic rock, ethereal, futurepop e o dark-electro. Agrega para si os estilos do industrial, ebm, synthpop, coldwave, new wave, electro-rock. E esses estilo se influenciam um nos outros, fazendo com que uma mesma banda possa ter fases bem distintas ou mesmo ter uma sonoridade bem diversa. Seus estilos se tornam um tanto quanto difíceis, uma vez que sempre tem uma tendência nova dentro da cena, como o dark cabaret. Os vocais masculinos tendem a ser mais graves ou mais agudos, no estilo punk, como acontece com o Bella Morte. Os femininos são vocais mais diretos, sem ir para o lírico, exceto no ethereal, onde sempre são sublimado e atmosféricos. Instrumental mais simples, mais leve, com um clima mais dançante.
A sonoridade do gothic metal carece disso. Ela possui sempre uma sonoridade sombria, triste e melancólica, herdadas do doom metal. Um som forte, pesado, com fortes traços de agressividade. Por vezes pega elementos de gothic rock, ebm, industrial e ethereal, mas sem que isso desconfigure seu som. Os vocais tendem a ser graves, guturais, alguns levemente agudos, mas sem que, com isso, fujam do exagero. Os raros vocais femininos são, em geral, sopranos ou alguma coisa voltada ao erudito. Carece de experimentalismos, tendo uma sonoridade um tanto quanto padronizada e também não possui subestilos agregados.
ESTÉTICA VISUAL
Como foi discutido em outro artigo, a estética gótica e a metal possui matizes e particularidades bem distintas. Aqui vai apenas um complemento a esse texto.
O visual gótico sofre influência do visual glam. Também sofre notória influência da moda vitoriana, da moda clássica inglesa das décadas de 20 e 30 e alguma coisa da moda de cabaré, imortalizada no clube Batcave. Há também notória influencia do cinema na moda e no estilo gótico, com roupas e figurinos inspirados em filmes de terror. A moda feminina tende a um certo sensualismo sombrio.
O visual metal é apenas um visual de preto, com raras referências a outras coisas.
mais uma atualização plaudente!
ResponderExcluirhehe, espero que continue assim, se cuida kra1